Games with Gold


Valhalla – uma anti-resenha antecipada

Fábio Pires Gavião em 10 de julho de 2020

Esse breve texto é sobre as coisas honestas que podemos dizer antes de jogar e termos nossa própria opinião sobre Valhala.

 

1 – Gráficos: Valhalla será o último game da franquia nessa “geração”. Ele não foi anunciado como um jogo “next-gen”. É importante frisar isso, pois os haters estão criando um discurso para gerar uma expectativa em termos de qualidade de gráficos que não condiz com a realidade, tendo vista que “next-gen” nem existe ainda. Poderemos falar de “next-gen” provavelmente em 2022, apenas.

 

De toda forma, podemos ter certeza que o jogo será deslumbrante. Por que podemos ter certeza? Porque já jogamos Origins e Odyssey e conhecemos o resultado do trabalho da Ubisoft Montreal, que em Valhalla conta com a colaboração de 14 estúdios para produzir esse que será, repito, sem dúvidas, um dos mais belos mundos abertos desse fim de “geração”.

 

2 – Jogabilidade: as grandes mudanças na jogabilidade da franquia AC, os elementos de RPG, sabemos que foram introduzidas com Origins e aprofundadas em Odyssey. Em Valhalla, a Ubisoft Montreal já divulgou as novidade no próprio site oficial. A introdução dos acampamentos e um tipo novo de combate no estilo RTS (as incursões das hordas vikings) serão, a meu ver, os grandes diferenciais com relação aos jogos anteriores.

 

Aqui cabe um comentário: a mídia comercial gosta de produzir conteúdo para haters, pois gera bastante visualizações. Isso acaba produzindo o que eu costumo chamar de “opiniões de atacado”, uma série de comentários genéricos, superficiais e subjetivos. Exemplos.

 

Quando um estúdio muda muito a jogabilidade de um novo título de uma franquia, já existe a “crítica” pronta, superficial e clichê que vai dizer:
– Nossa, nem é mais AC, perdeu a essência.

 

Quando um estúdio quase não muda nada na jogabilidade do novo título, já existe o discurso pronto também, e esse irá dizer:
– Nossa, “copiou na cara dura”, parece mais uma DLC do jogo anterior.

 

Em resumo, não há como agradar quem já decidiu que vai produzir e reproduzir conteúdo para haters. Onde erra a Ubisoft? Erra em ficar dando acesso antecipado para a mídia comercial, quando deveria valorizar os fãs e consumidores diretos, oferecendo uma “Demo”, para que todos possam ter opinião própria sobre o jogo.

 

Oferecer uma “Demo” já é uma prática da própria Ubisoft com a franquia The Division, por exemplo. Não há razão para que não seja oferecida uma “Demo” também para a franquia AC. Essa seria a melhor forma de prestigiar os fãs e consumidores diretos, evitando o vazamento de gameplays ou textos antecipados com spoilers que podem deformar a opinião sobre o jogo, favorecendo um movimento de “hate manada”.

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Fábio Pires Gavião

Professor de História. Jogo na plataforma Xbox e PC. Eventualmente escrevo sobre o que estou jogando. Exercito a crítica aos pretensos "críticos" de jogos. Em meus textos encontrarão a negação da mídia comercial e amadora. Um jogador que escreve para jogadores.
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