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Assassin’s Creed Valhalla – detalhes revelados pela Ubisoft

Fábio Pires Gavião em 1 de maio de 2020

O contexto histórico e geográfico.

 

Em 29 de abril de 2020, a Ubisoft revelou o novo título da consagrada saga Assassin’s Creed. Como já era sabido, o novo jogo será ambientado na Era Viking, mais precisamente no século IX, no contexto dos embates entre os Vikings e os Reinos Anglo-Saxões, quando se disputava o domínio territorial da grande ilha onde hoje se encontra a Inglaterra. Portanto, o ambiente histórico reconstruído será a Alta Idade Média Nórdica continental (Noruega, Suécia e Dinamarca), o Mares Báltico e do Norte e seus respectivos conjuntos insulares.

 

 

O protagonista ou a protagonista.

 

O protagonista é Eivor, um típico incursor viking. Vale notar que o jogo manterá como em Odyssey, a escolha do gênero do protagonista, seja masculino ou feminino o nome é o mesmo. Também haverá opções de romances hétero ou homoafetivos.

 

Os elementos de RPG.

 

Os elementos de RPG introduzidos na saga a partir de 2017, com Origins, ampliado em Odyssey, de 2018, será aprofundado em Valhala. O personagem contará com árvore de habilidades, sistema de aprimoramento de armas e armaduras, como de costume. Embora nada tenha sido dito sobre diferentes finais e ramificações do enredo principal, é provável que Valhala marque uma total conversão da saga para o gênero RPG de grande estrutura narrativa.

 

Navegação e pescaria.

 

Os povos vikings são famosos pelo exímio domínio da navegação medieval, havendo inclusive teorias de que eles teriam atingido a América antes das Grandes Navegações do século XV. Portanto, teremos nosso langskip ou dracar para navegar pelos Mares do Norte e Báltico! Entretanto, as batalhas navais, famosas em Black Flag e também presentes em Odyssey, foram suprimidas nesse novo título, onde as embarcações cumprirão a função de transporte apenas. Uma novidade é a introdução da pesca, super tendência nos jogos da atualidade.

 

 

Novo sistema de batalhas (invasões ou incursões) e a introdução de elementos de jogos de estratégia.

 

Pelo que foi revelado até o momento, não é possível precisar se esses elementos são mais inspirados em jogos de estratégia de turnos – TBS (Turn-based strategy) como o famoso Civilization, ou se estamos mais próximos da estratégia em tempo real – RTS (Real-time Strategy), como no famoso Age of Empires.

 

 

Eu apostaria mais em elementos de RTS. Mas o fato é que será possível estabelecer e melhorar assentamentos e ampliar o domínio territorial do seu povoado. Nos povoados haverão quarteis que evoluem a tecnologia militar para melhorar tropas as que serão usadas nas incursões. Há também a introdução de um sistema de alianças estratégicas momentâneas. Talvez esses elementos de jogos de estratégia sejam a maior novidade introduzida na saga.

Para os fãs de longa data, uma notícia deve ter sido recebida com bastante satisfação – a lâmina oculta está de volta, marca registrada do stealth dos assassinos da Irmandade. curioso, no entanto, é que a lâmina oculta aparece no trailer de revelação na parte de cima do antebraço, e não na parte de baixo, como seria o esperado. Haverá alguma explicação para essa diferença?

 

Outros elementos interessantes.

 

A Ubisoft também mencionou diversas atividades inspiradas na cultura nórdica, tais como competições de insultos e de bebedeira, que acredito que serão bem engraçadas. Para além, temos outras atividades já conhecidas de outros títulos, como a caça e jogos de dados.

 

Novo sistema de mercenários.

 

Os mercenários, poucos em Origins e muitos em Odyssey, inspirados no sistema nemisis de Shadow of Mordor, foi modificado com a possibilidade de criação e recrutamento de mercenários compartilháveis entre os jogadores. Não é possível saber se isso implicará alguma atividade online cooperativa, como havia em Unity e que deixou saudade. Fiquei bastante curioso para saber como vai funcionar.

 

 

O imaginário nórdico.

 

Como tem sido comum nos jogos da saga, não só os fatos históricos têm servido de inspiração para a criação dos enredos e mundos abertos de Assassin’s Creed, mas também o cotidiano, a cultura e imaginário dos povos abordados têm sido magistralmente recriados, sobretudo nas DLCs. É óbvio que a Ubisoft Montreal não deixaria a popular mitologia nórdica de fora. Sucesso na literatura de fantasia e alta fantasia, desde os contos de fadas aos universos de J. R. R Tolkien e Andrzej Sapkowski, nos quadrinhos e cinema da Marvel, no própria origem do RPG de mesa medieval D&D, o imaginário medieval pré-cristão enche a indústria cultural de guerreiros bárbaros, anões, druidas, elfos, valquírias e deuses antigos como Odin, Thor, Loki e Freya.

O próprio nome escolhido para o título, Valhalla, já insinua que o imaginário nórdico terá destaque no enredo do jogo. Segundo a crença Ásatrú, Valhalla é um imponente e gigantesco salão de 540 portas, localizado em Asgard, sob domínio de Odin. Os grandes guerreiros mortos em combate seriam levados pelas valquírias a esse salão, e nele aguardariam juntamente com os grandes heróis para ajudar Odin quando da chegada das grandes batalhas do Ragnarok (eventos do fim do mundo).

 

Síntese.  

 

Como se percebe, o novo título da saga tem um universo muito rico para ser explorado e certamente será mais um grande jogo nesse período de transição para os novos consoles. O lançamento está previsto para a janela do fim do ano, ainda sem data precisa.

No dia 30 de abril a Ubisoft divulgou o trailer de revelação mundial que já jogou o hype na estratosfera, deixando a galera desesperada pela divulgação do gameplay, que já foi confirmado para o dia 7 de abril de 2020, em evento virtual da Microsoft, o Inside Xbox, quando o gameplay será demonstrado rodando no console de máxima performance da próxima geração,  o Xbox Series X.

Será que The Witcher 3 finalmente terá um sucessor espiritual? Estou esperançoso que sim!

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Fábio Pires Gavião

Professor de História. Jogo na plataforma Xbox e PC. Eventualmente escrevo sobre o que estou jogando. Exercito a crítica aos pretensos "críticos" de jogos. Em meus textos encontrarão a negação da mídia comercial e amadora. Um jogador que escreve para jogadores.
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