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Capa final do Fifa 16 com atleta femenina e mais informações

Luciano Alucard em 24 de julho de 2015

Verdades e Polêmicas

Novidades no Jogo

Um jogo mais preciso
Começando pela defesa, a principal novidade é o maior balanceamento da velocidade dos zagueiros em relação aos atacantes. Pelo menos nos poucos minutos em que pudemos experimentar o jogo, pareceu que a estratégia de pegar atacantes rápidos e abusar de sua velocidade virou coisa do passado. Porém, a maior agilidade dos defensores não se resume a isso. Outra importante novidade é a recuperação rápida após os carrinhos. Pressionando duas vezes o comando do movimento, você poderá se levantar mais rapidamente de um desarme mal calculado para poder voltar à jogada. As novas animações de defesa aumentam também a combinação de movimentos possíveis para se conseguir um bloqueio bem-sucedido.

A marcação é aspecto importante também no meio de campo. A interceptação de passes ficou mais inteligente, com novas possibilidades de se posicionar à frente de seu adversário, sem falar que agora você poderá mandar determinados atletas exercerem uma pressão maior, sendo mais agressivos nos botes. Destruição, no entanto, não é a única palavra-chave do meio de campo no Fifa 16. O foco na criação de espaços durante as jogadas é grande, e seus atletas que estiverem correndo sem a bola irão sempre procurar aquele buraco do campo sem marcação para se posicionarem e receberem o passe com maior liberdade. O toque, aliás, é outro aspecto que ganhou uma novidade importante: os novos passes diretos. Apertando o RB/R1 simultaneamente, você poderá tentar toques distantes com maior precisão, ligando, por exemplo, a defesa ao ataque sem precisar pressionar com tanta força o botão de passe.

Para o terço final do campo, o ataque, a principal novidade já foi anunciada. O drible sem tocar na bola, que esteve em desenvolvimento por mais de um ano, é mais um recurso (ótimo) para se livrar da marcação. Dominada, a técnica pode ser o que fará diferença para você diante de uma defesa mais inteligente e que dispõe de uma maior variedade de combinações para destruir seu ataque.

O novo modo de driblar, no entanto, não é a única mudança. Reclamação recorrente por parte dos jogadores, os cruzamentos foram melhorados, agora oferecendo uma maior liberdade de controle da trajetória da bola, desde que você tenha espaço para tanto. Consequentemente, a batalha pela bola aérea também apresenta melhoria. Por fim, os chutes também respondem melhor ao seu comando. As novas animações de chute e trajetórias, com maiores pontos de contato entre o pé do atleta virtual e a bola, permitem um escopo maior de tipos de finalizações, e ficará mais fácil de entender porque determinado chute deu certo e outro não.

A experiência é, enfim, de um game mais equilibrado e verossímil. Entender de futebol, conhecer os melhores caminhos para o gol e as maneiras mais efetivas de se desarmar um ataque serão bastante úteis para vencer os jogos. Com a necessidade de sempre expandir seu mercado, é claro que a EA precisa também manter o jogo acessível para jogadores menos experientes, e o Fifa Trainer, novo recurso que oferece uma espécie de tutorial, com níveis ajustáveis, durante as partidas, poderá ser uma ferramenta útil para que qualquer um se aprimore no jogo.

Tudo bem, mas e o Brasileirão?
Após a ausência dos times brasileiros na versão passada por falta de acordos pelo licenciamento dos jogadores, que precisariam ser feitos individualmente com cada atleta, a EA Sports buscou alternativas. Embora o produtor não as revele, as negociações estão caminhando, e, segundo Camila Mattoso, do site da ESPN, apenas Corinthians e Flamengo, dos clubes da Série A, ainda não chegaram a um acerto. “A gente não está revelando exatamente qual o trâmite, mas não é e não pode ser, certamente, negociar jogador a jogador, e não deixamos de trabalhar nessas negociações em nenhum momento. Mas enquanto não estiver 100% não podemos divulgar nada, até para não atrapalhar as próprias negociações, para um clube não saber que o outro está dentro e pedir mais dinheiro, esse tipo de coisa”, afirma Gilliard Lopes.
No ano passado, a notícia de que o Fifa não traria nenhum time brasileiro gerou uma onda de reclamações entre os fãs da franquia no país. O fato de que no Brasil a EA precisava negociar o licenciamento dos clubes individualmente, diferentemente de outros países, representados por uma liga que centralizava as conversas, sempre foi um dificultador, mas o entrave que impossibilitou a presença dos times nacionais no game foi mesmo uma ação dos atletas brasileiros. O acordo com a Fifpro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais) garante o uso da imagem de atletas do mundo todo, mas os atletas do Brasileirão conseguiram encontrar uma brecha para barrar isso.
Os jogadores baseados no Brasil decidiram que não estavam mais associados à Fifpro, que é a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais, com a qual a gente tem uma licença. Quando eles tomaram essa decisão, uma coisa unilateral, eles olharam o contrato e falaram: ‘Tem essa cláusula aqui que diz que a gente não é obrigado a ceder nosso direito para o seu jogo’. Só eles interpretam dessa maneira. A gente ficou até sem tempo, tentou correr atrás de uma solução, mas a única alternativa que nos restou, no ano passado, era negociar jogador a jogador, e isso é inviável de fazer”, explica o produtor.
A sucessiva frustração de esperar estádios brasileiros, jogadores com os rostos escaneados, outras divisões do futebol nacional e, por fim, ter de lidar com a ausência de times da elite no ano passado pode dar aos fãs da franquia a impressão de que a EA não se importa com o Brasil. Mas Gilliard garante que o mercado é importante para a empresa e que o que impede nossa liga de ter a representação autêntica tão desejada no game é justamente a dificuldade no licenciamento. Uma pena para os próprios clubes, já que, considerando o alcance que a série tem no mundo todo, estar presente no jogo é um grande benefício para qualquer clube brasileiro na divulgação de sua marca.
“Tudo isso esbarra apenas na questão da licença. A liga do Brasil é uma das ligas de maior prioridade que a gente tem para representar cada vez mais autenticamente no jogo. Se você tirar as três ou quatro grandes da Europa, é a próxima liga na lista, digamos. Então, da nossa parte, nunca foi falta de vontade de investir no Brasil. Pelo contrário. Mas só faz sentido falar em trazer um estádio brasileiro se os clubes estiverem no jogo, porque é tudo questão de autenticidade”, conta o produtor.
Parecemos ainda um pouco longe de estarmos representados no Fifa como a Premier League, que desde a versão passada conta com todos os 20 estádios, linguagem visual própria e imensa maioria dos jogadores com rostos escaneados. Mas sonhar com o momento em que teremos o mesmo tratamento não é demais. “O brasileiro não só ama o futebol, como também o futebol do detalhe. O brasileiro é fã hardcore. Esse é o público que a gente acredita que seja o ideal para o Fifa, o cara que não cansa de ir buscar o detalhe, porque é isso que a gente oferece, o detalhe do detalhe. Então acho que com esse esforço, em dois ou três anos, se tudo der certo, a gente vai até ampliar a nossa cobertura de times brasileiros”, torce Gilliard.

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