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[Review] – SHINY

André Barrozo em 1 de novembro de 2017

Até onde você iria pelo que acha certo?

Lançado em 10 de outubro para Xbox One, SHINY é um game de plataforma / sobreviência desenvolvido pelos brasileiros da Garage 227. Jogamos na pele (ou seria carcaça?) do simpático e altruísta Kramer 227, que ao ver seu planeta abandonado pelos humanos e às vésperas de um desastre sem precedentes, decide embarcar em uma missão de resgate onde não pretende deixar nenhum de seus companheiros para trás.

A premissa simples de SHINY contrasta em muito com a dificuldade que você vai encarar durante o gameplay. Não pense que é só sair pulando plataformas e chegar ao fim da fase, o jogo apresenta uma mecânica onde a barra de vida de Kramer 227 é, na verdade, uma bateria, e esta vai sendo gasta conforme suas ações durante a fase, seja abrindo uma porta, reanimando um companheiro robô ou andando. Mas calma, sua energia pode ser recarregada coletando baterias espalhadas pelo cenário ou caso você consiga chegar no checkpoint, porém aqui está outra surpresa. Após efetuar a recarga de sua bateria o checkpoint exibirá um número, ele representa a quantidades de vezes que Kramer poderá renascer a partir dali, e óbvio, se esgotar a quantidade de “renascimentos” é voltar para início da fase e começar tudo de novo.

 

Kramer 227: O quê eu to fazendo da minha vida?

 

Durante a aventura, você não vai encarar inimigos ou chefes de fase, a própria fase será sua inimiga. O fato do planeta Aurora estar em colapso não é só um aspecto do enredo, isso se reflete de forma relevante no cenário e nos obstáculos que você enfrentará para avançar pelas fases. Correr por chamas, sobreviver a pedregulhos caindo do teto e saltar grandes alturas são situações corriqueiras durante as fases, sobretudo perto do fim do game, e para isso Kramer 227 conta com upgrades como um regulador de temperatura, um campo magnético e um jetpack que o permite voar durante certo tempo. Se acha que não é ajuda o bastante, a cada dois robôs resgatados você tem direito a usar um especial que te deixa invulnerável, use com sabedoria pois vai te livrar de grandes enrascadas.

Oh isentão, o game é perfeito?”

Longe disso, o game apresenta alguns problemas técnicos, porém estão longe de comprometer a experiência total do game. Durante minha jogatina me deparei com alguns erros na animação inicial do game, no começo ela era pouco fluída por conta da queda de quadros. Em certas fases, você controla uma espécie de elevador, e para dar uma ajuda, você pode utilizar o analógico direito como uma breve “olhada” no entorno do cenário (essa dica vale para achar robôs para resgatar e baterias para coletar) e com isso ver os obstáculos a frente, porém ao fazer uso dessa função o elevador fica mais lento que o normal e os quadros da animação ficam um pouco instáveis. Problemas de renderização no cenário acontecem de forma randômica nas fases mais para o fim do game, ainda bem que todos ocorreram com o personagem parado.

“Sou eu, bola de fogo. E o calor tá de matar!”

 

Porém o problema que pode realmente incomodar a galera diz respeito as conquistas. O game apresenta algumas conquistas que dizem respeito a quantidade de baterias obtidas durante as fases e o número de robôs resgatados, porém na tela de seleção de fases as informações sobre quanto de cada coletável o jogador obteve não são exibidas. Re-jogar todas as fases por não saber o que falta em cada uma pode ser um pouco incomodo.

Os erros foram encontrados na versão 1.1.3.2 de SHINY, e um pacote com correções para o game já foi confirmado junto a desenvolvedora, então vai de você aproveitar o game agora ou esperar uma versão em que os erros citados acima não estejam mais presentes.

 

O que um robô pode ensinar aos humanos?

Kramer 227, não era o mais ápeto ou o mais forte, mas o chamado a fazer o certo ressoou nele de tal forma que não houve outra opção senão ajudar os seus companheiros. Nosso pequeno herói de lata vem nos ensinar que fazer o você acha certo não é algo, que não necessariamente vai ser reconhecido ou recompensado, mas sim algo que você faz pelos seus próprios princípios.

Kramer 227 é praticamente um paramédico robótico

 

SHINY é de longe um dos games mais divertidos e emocionantes que joguei no ano. Mesmo com os tropeços, o pessoal da Garage 227 tentou ir além do lugar-comum e propor uma história cativante e uma mecânica diferenciada, o que na minha opinião já é um grande motivo para o game ser comprado e apreciado.

Deixem sua opinião sobre o game nos comentários abaixo ou nas redes sociais em que esta análise for postada. Grande abraço em todos e Garage 227, quero mais um game no mesmo universo e com as mesmas mecânicas de SHINY! Até a próxima!

 

Pontos Positivos

+ Jogabilidade Inovadora

+ Kramer 227

+ Preço

 

Pontos Negativos

+ Pequenos bugs

+ Poucas informações na tela de seleção de fases

 

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Designer na maior parte do tempo, gamer em todo o tempo restante e agora bancando de jornalista de games. Gt: Sansufx

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