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[Review] Demon´s Crystals

André Barrozo em 6 de setembro de 2017

Demon´s Crystals

As predrinhas do Cramunhão

Em Demon’s Crystals, somos convidados a lutar como Anara,Taur, Adora ou Dryad, pertencentes a uma raça demoníaca chamada Urican, contra Sarkon, Ghoros, and Ornak, três entidades que ameaçam suas vidas e seu lugar no topo da cadeia alimentar.

 

A versão de console ficou a cargo da Byte4Games e distribuído Badland, distribuidora de bons games como Axiom Verge e Velocity. O enredo do game é bem simples, as informações sobre a motivação dos personagens são jogadas na cara do jogador de forma rápida e sem rodeios, no melhor estilo “texto animado”, servindo apenas para situar o jogador. A tipografia usada no texto introdutório possui problemas, mesmo os caracteres apresentando tamanho grande e traços grossos, a legibilidade é péssima e o jogador pode pensar que o primeiro desafio do game decifrar em que língua o game foi concebido. Some isso ao fato do game não possuir uma introdução envolvente e temos mais um game que falha ao conquistar o jogador logo de cara, pois tudo isso soa um pouco como desleixo, mesmo com o foco do game sendo a mecânica dual stick shooter em horda.

O modo arcade conta com 3 mundos temáticos diferentes, o primeiro possui fazem em cemitérios, o segundo em castelos cheias de esqueletos e o terceiro e último em florestas repletas de orcs. Cada um destes apresenta 8 fases, nas quais enfrentamos de uma à três hordas de inimigos com objetivos específicos, variando entre derrotar certo número de inimigos ou coletar uma quantidade específica de cristais tudo isso com o tempo correndo contra você. Os inimigos no mapa parecem ter um sonar incrível e perseguem você por todo o mapa, então nada de tentar se esconder, se movimente o máximo possível e use o cenário ao seu favor. Superados os oito níveis ocorre a batalha contra o mestre, que apesar de em outros jogos ser um momento épico e desafiador, pode frustrar um pouco pois a inteligência artificial é bem simplória, fazendo com que, o jogador pense que as fases preliminares são muito mais complicadas. Apesar disso, o modo pode ser jogado em até 4 pessoas, cooperativamente, o que é um dos pontos fortes do game. A dificuldade nos últimos níveis é tamanha que torna a missão de zerá-lo sozinho um martírio, fazendo com que finalmente você tome vergonha na cara e convide seus amigos para uma jogatina, e sim, o coop é apenas local.

O modo multiplayer é recomendado para extravasar a frustração com a excruciante fase 6 do mundo 3 e apresenta seis variantes, Survival ( ganha quem sobreviver por último as hordas de inimigos, Deathmatch ( perfeito para se vingar do amiguinho que não te ressuscita no modo arcade), Versus ( basicamente é o modo Deathmatch só que em duplas), Crystal Quest ( ganha quem coletar o maior número de cristais), Seize the Large Crystal (ganha quem conseguir o cristal gigante) e Kill the Enemies (derrote o maior número de inimigos para vencer, mas ao tomar dado você perde pontos). Aqui também é possível se divertir em até 4 jogadores.

O último modo do game, e que está disponível apenas em single player, é o Survival. Neste modo o player deve derrotar o maior número de inimigos para subir no ranking mundial e/ou compara o seu desempenho com os amigos. A dificuldade cresce de forma vertiginosa, diferente do modo arcade, então tome muito cuidado.

Em todos os modos contamos com a ajuda de itens como power ups temporários para a arma base, itens de dano em área (dinamites, bombas, ondas de choque…), parceiros que atacam por você, cogumelos que te deixam gigante (onde será que já vimos isso?) dentre outras surpresas. Ao jogar cuide do entorno e sempre se movimente, cada fase apresenta algumas surpresas que vou deixar para vocês mesmos descobrirem, boa sorte!

 

Quando se peca pelo excesso

 

Demon’s Crystal não deve ser jogado pela sua história, tanto em seu início quanto no fim, seu foco é puramente na mecânica de dual stick shooter, aqueles onde o analógico esquerdo serve para movimentar o personagem e o direito para mirar e nas hordas de inimigos, talvez muito disso se deva às origens mobile do game, porém isso não serve de justificativa para os erros do game.

O modo arcade pode ser um pouco enfadonho, os objetivos em cada fase varia apenas entre coletar cristais e derrotar monstros e fazer isso 24 vezes pode não ser a experiência mais agradável do mundo. Mesmo com a possibilidade de jogar a maior parte do game cooperativamente, até 4 players, isto se dá apenas de forma local, o que nos dias de hoje pode ser um pouco complicado de ser feito devido a correria do dia-a-dia. E se você queria o game apenas com a finalidade de jogar sozinho eu recomendo fortemente que não o faça, mesmo com o preço convidativo do game. Caso queria uma experiência mais robusta eu recomendo Halo: Spartan Assault, além de uma história incrível, afinal é Halo, o game possui mecânicas variadas e uma jogabilidade bem mais competente, além de ser bem baratinho.

Já se você pretende adquirir o game para intercalar com Just Dance nas reuniões de amigos eu concordo plenamente, pois os 6 modos do multiplayer vão agradar bastante a você e a quem estiver te acompanhando na jogatina. Boa diversão!

 

Pontos Positivos

Variedade de modos multiplayer

Conquistas fáceis

Preço bem em conta

 

Pontos Negativos

Modo arcade cansa muito fácil

Chefes pouco desafiadores

Falta de uma introdução cativante

Protagonistas com mecânicas idênticas

Interface precária

 

*O game foi analisado em sua versão para Xbox One.

 

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Designer na maior parte do tempo, gamer em todo o tempo restante e agora bancando de jornalista de games. Gt: Sansufx

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