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[Review] Slime Rancher

André Barrozo em 18 de agosto de 2017

 

Fui ser rancheiro, veja no que deu

Slime Rancher é o jogo de estreia da desenvolvedora Monomi Park, que fundada em 2014 por Nick Popovich and Mike Thomas. O game foi lançado em janeiro de 2016 em acesso antecipado, Steam e Xbox Live, tendo sua versão “final” sido disponibilizada para ambas as plataformas no início do mês de agosto.

Assumimos o controle de Beatrix LeBeau, uma rancheira que viajou milhares de anos luz até “Far, Far Range” para assumir a tarefa de criar slimes (gosma, amoeba, geleca, chamem como quiser), acumular riquezas e sobreviver nesse mundo, cheio de diversidade e perigos. Você pode olhar o plot principal do game com desconfiança, eu mesmo julguei ele como apenas um “cala-boca” para os jogadores que gostam de um modo história, porém o game vai muito além disso se você permitir que o game te conquiste.

 

Jogo bonito, jogo formoso

 

O básico do gameplay consiste em você explorar o mapa em busca de diferentes slimes (uma espécie de amoeba fofa e gorducha) , à fim de levá-los para seu rancho, os alimentar e acumular riquezas com isso. Você pode achar estranho a frase anterior mas é exatamente isso, após serem alimentados os slimes geram “gemas” ao jogador como recompensa. Essas podem ser trocadas em uma máquina, que informa a você quais tipos de gema você já coletou e o quanto de dinheiro você ganhará por depositá-las na máquina.

Quanto mais riquezas você acumular, mais fácil será a vida no rancho, isso porque o dinheiro acumulado será necessário para desbloquear os upgrades no game, sejam para o seu “vacpack” (uma espécie de aspirador que permite que Beatrix colete itens e slimes no cenário, para que possam ser colocados em seu rancho e sejam alimentados), construir novos “abrigos” para os slimes e melhorias para o ambiente em geral, pois no início do game o seu lar é bem rudimentar e pouco hospitaleiro.

Melhorar suas instalações para que seus slimes durmam com som ambiente e sejam alimentados automaticamente é uma mão na roda e deixam você de consciência tranquila para passar dias explorando o mundo do game sem que seus amados slimes passem fome.

 

Mas eu gosto é de “história”

O game não é só fofura, relaxem

Como dito anteriormente, a história de Slime Rancher vai muito além de Beatrix ser proativa e ir para outro planeta cuidar dos slimes. Durante o game você encontrará mensagens de pessoas que, aparentemente, sabem sobre os slimes e sobre as atividades da nossa protagonista em “Far, Far Range”, além de se corresponder com outros rancheiros que você “auxilia remotamente” durante sua aventura.

Caso se interesse em ler os emails você descobrirá fatos muito estranhos e curiosos, como rancheiros bancando de cientista maluco, por exemplo. Uma “wiki” também está disponível dentro do jogo, informações sobre os slimes e os ambiente podem ser encontradas nela. Dê uma olhada pois tem informações muito úteis. Porém isso pode frustrar alguns jogadores, pois você só saberá disso se for atrás, não há nenhuma animação ou NPC que conte estes fatos a você de forma direta. o jogador pode simplesmente ignorar isso e se ater a mecânica de “slime care”.

Não considero esta característica como um demérito, uma vez que o jogo foca em exploração, criação e experimentação ( ou você achou que não seria possível fundir slimes?), devido a isso o tutorial do início do game é tão simples e direto. Vai do seu juízo de gosto atribuir a “falta de história” um fator negativo ou positivo.

Calmante em forma de game

Slime Rancher não é o game mais impressionante que joguei nos últimos meses, porém é sem dúvida um dos mais prazerosos e relaxantes de serem jogados. Ele pode ser jogado no intervalo entre aquele shooter frenético ou o game de terror que está fazendo você perder uns anos de vida, devido ao seu game design competente e agradável aos olhos.

Jogue em doses homeopáticas depois daquele dia complicado de trabalho ou estudo, que com certeza, terá bons sonhos.

 

     Pontos Fortes

  • Gameplay agradável e descontraído.
  • Protagonistas feminina e não estereotipada
  • Possuir uma enciclopédia interna sobre os elementos do game.
  • Game design muito bonito (Alguns slimes possuem versões em pelúcia)

 

     Pontos Fracos

  • Da intro do jogo até a tela inicial do game não possuem música de fundo.
  • O game não está disponível em português brasileiro.

 

* O jogo foi analisado em sua versão de Xbox One.

 

 

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Designer na maior parte do tempo, gamer em todo o tempo restante e agora bancando de jornalista de games. Gt: Sansufx

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